Foto: Egnaldo Alves
Por: Caroline Guse
 
Hoje, nesta segunda-feira (25) completam 30 dias desde o crime ambiental da mineradora Vale, em Brumadinho (MG). O rompimento da mina de Córrego do feijão, por volta das 12h20 de 25 de janeiro espalhou 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração, provocando 179 mortes, outras 134 pessoas permanecem desaparecidas. 
 
A barragem era classificada pela Agência Nacional de Mineração (AMN) como uma estrutura de “baixo risco” em relação à possibilidade de haver algum desastre e rompimento da estrutura. Por outro lado, segundo informações do Cadastro Anual de Barragens, o dano potencial que seu rompimento poderia causar era classificado como alto.
 
Trabalham efetivamente no local hoje um total de 118 militares, sendo 93 do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, e 25 de outros estados, a equipe conta com 14 frentes espalhadas em variados pontos: área administrativa (estacionamento, refeitório, vestiário), área de remanso (áreas de acúmulo de rejeitos), área da ITM. Existem 54 máquinas em operação, 1 helicóptero, 5 drones e 6 cães de busca.
 
No domingo 24, ocorreram manifestações em Brumadinho e em Belo Horizonte para homenagear os mortos. Pela estimativa do Corpo de Bombeiros, os trabalhos de resgate e de localização de vítimas deverão se estender por mais dois ou três meses.  Para a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o rompimento é o pior desastre em uma barragem em todo o mundo na última década.